O ano começa na quinta

Fim das férias. Este é o espírito para o jogão de quinta, contra o Oriente Petrolero. Tá certo que esse time não é grande coisa, mas vai saber, depois do que o Mazembe aprontou pra cima dos macacos, prudência é sempre bom.

Disse “fim de férias” porque, apesar de ter sido duro o jogo da pré-Libertadores, agora o time está mais encorpado: ganhou forma física e reforços importantes, como Rodolfo, Carlos Alberto e Escudero.

O tri começa na quinta, e se tudo der certo, com uma grande vitória. As férias acabaram neste domingo, naquele jogo preguiçoso que fizemos contra o Nóia.

Hasta!

Dentuço, esse manto não é pro teu bico!

Mazembe!

Fazia muito tempo que não me divertia tanto às custas da desgraça alheia. Ver toda a arrogância dos morangos, desabando frente aos heróis do Congo foi maravilhoso.

Segundo o jornalista Juca Kfouri, essa foi a MAIOR derrota do futebol brasileiro em toda sua história, maior até do que o Maracanazo, afinal aquele time Celeste era bom de bola e tinha mais tradição do que o Brasil.

Hoje o Fernando Carvalho, a noiva cadáver do futebol gaúcho, disse “é melhor perder em Adu Dhabi do que vencer em Recife”.

Enganou-se redondamente FC: ganhamos em Recife com 3 a menos e com 2 pênaltis contra. Vocês perderam com 11 em campo e mais de 6 meses de preparação.

A diferença é que nesse torneio da Fifa, não há espaço para viradas de mesa, como aconteceu na Libertadores deste ano, quando seu time pode inscrever 5 jogadores depois do prazo estabelecido.

Já ganhamos duas Libertadores, sabemos como se joga em decisões assim, e por isso, nunca fomos derrotados em mundiais.

Sábado, num vôo entre Porto Alegre-São Paulo, acompanhado por um grupo de colorados, escrevi a seguinte frase no twitter: “Tô num avião repleto de colorados que, provavelmente, estão indo para os Emirados Árabes assistir a disputa de 3º lugar do mundialito.”

Tava na cara que a tragédia aconteceria, tanto é que um corinthiano que estava na poltrona de trás bradou para todos os morangos: “vão levar fumo!”

Desejo que os colorados lá em Abu Dhabi aproveitem o sábado livre para fazer compras e curar a ressaca.

Bom Mazembe para vocês.

Um começo novo, de novo.

Quando nada mais der certo. Quando a sua maior vontade é abandonar o barco e tentar, com singelas braçadas sobreviver ao mar revolto.

Quando toda prece parece ser em vão, haverá sempre um grito acalentador, em forma de vento soprando, a seu favor.

Porque para nós, não importa a sua condição: enquanto você lutar com este manto bravo, nosso coração será também o seu. Força Grêmio.

“Coragem é estar morto de medo – e encilhar o cavalo assim mesmo.” – John Wayne

 

A nossa história nesse campeonato, começa a ser escrita no domingo, contra o líder. 

Neste dia, quero 11 Dinhos em campo. Contra os cariocas, o drible e a malemolência não vão ter vez.

Quero os 3 pontos, custe o que custar. 

Vamos pra cima deles com a coragem que nos fez assim: um exército espartano.

O Monumental vai rugir.

Todos, a pé, com o Grêmio onde o Grêmio estiver!

Hasta!

Dá nojo

Quem viu os últimos jogos do Grêmio sabe do que estou falando: o time do Silas causa nojo em qualquer gremista.

É um time preguiçoso, previsível e limitado. 

Gostaria de saber o que foi feito nesses 40 dias de recesso da Copa do Mundo. 

É mais uma prova que esses técnicos brasileiros são todos uns enganadores, que só sabem reclamar da arbitragem e do calendário.

Quando têm um tempo maior para preparar o time, mostram sua incompetência. 

No jogo de ontem, a exemplo do jogo da quarta passada, o Grêmio não criou uma mísera jogada de perigo para o adversário.

É isso. 

Espero dias melhores em breve.

Hasta!

Gol de placa: Victor no Grêmio até 2015

Quando o Victor foi anunciado pelo Grêmio, muitos torcedores ainda pediam o retorno do Saja. Eu era um desses.

O destino costuma pregar peças. E o Victor foi uma delas, graças a Deus.

Ontem recebi uma grande notícia: Victor – A Muralha, vai defender nosso gol até 2015.

Esta foi uma grande vitória, afinal de contas, alguns clubes da Europa já estavam de olho no melhor goleiro do Brasil em 2008 e 2009.

O Victor é o jogador mais importante a vestir a nossa camisa desde 2003, quando o Adilson colocou o Danrlei na reserva.

A partir daquele fatídico ano, o gol do Grêmio foi assombrado pelo mito Danrlei. Muitos passaram por lá, quase nenhum deixou saudades. Basta lembrar de Tavarelli, Márcio ou Martini.

Até mesmo o Galatto, um dos heróis na Batalha dos Aflitos, nunca foi unanimidade entre os torcedores.

Bom, a verdade é que: se todo grande time começa com um grande goleiro, estaremos sempre entre os melhores, pelo menos até 2015.

Hasta!

Se fosse colorado, iria no PROCON

Está estampado no estádio do Inter: “Maior e melhor torcida do Rio Grande”. Bom, a melhor torcida, todos sabem é a Geral, afinal de contas, não é à toa que a Popular do Inter imita a Geral em tudo. Aliás, essa história de ficar atrás da goleira, cantando o jogo todo sob as barras, surgiu no Monumental e foi clonado pelos co-irmãos. 

Agora, mais uma pesquisa mostra que a maior torcida do Rio Grande do Sul é a do Grêmio, e com folga. Tanto é que entre a torcida tricolor e a colorada existem 3 times: Cruzeiro, Galo e Santos. E a matéria deixa claro algo que eu já sabia: a torcida vermelha ou cor de rosa, como preferir, está diminuindo. Basta caminhar na Redenção num domingo qualquer que você verá muito mais Gremistas do que Colorados.

Bom, o certo é que se fosse colorado iria protestar. Tenho direitos de consumidor e aquilo, estampado no Beira-Rio é propaganda enganosa. A maior parte do RS já sabe. Mas acho injusto fazer os co-irmãos acreditarem naquela mentira.

Se algum colorado quiser meu apoio, estou às ordens. Sou solidário às minorias oprimidas deste país. 

Abaixo, segue a matéria das torcidas e o ranking:

Gremistas, enjoy it!

Colorados, www.procon.rs.gov.br

Veja os números da 4ª Pesquisa LANCE!-Ibope de torcidas

Fonte: LANCEPRESS!

O Grêmio (4,0%) passou o Cruzeiro (3,5%) e agora tem a sexta maior torcida do país. Completam os dez primeiros Santos (2,7%), Atlético-MG (2,6%) e Internacional (2,5%), que apesar dos títulos recentes manteve a tendência de queda.

A 4ª Pesquisa LANCE!-Ibope de torcidas ouviu 7.109 pessoas em todo o Brasil, a partir de 10 anos de idade, em 141 municípios de todos os tipos e tamanhos. A margem de erro é de 1,2 ponto percentual, para mais ou para menos. Isso significa que resultados separados por pelo menos 2,4 pontos estão em situação de empate técnico.

Quanto vale o show?

As notícias de que o Réver está acertado com o Inter despertaram uma certa revolta na torcida tricolor. Teve gente que duvidou da idéia, dizendo “o Réver nunca trairia o Grêmio”.

Será? 

Recorrendo à história recente:

GreNal – Gaúchão de 2001 – Tinga, jogando pelo Grêmio faz dois gols e na hora de comorar, corre até a torcida do Inter e os manda calar a boca. Alguns anos depois, assina com o Inter e declara “sempre fui colorado”.

Copa João Havelange 2001 – Rochemback, um jovem promissor se destaca pelo Inter e a cada gol, beija a camisa colorada. Em 2009, assina com o Grêmio e declara “sempre fui gremista”.

Cristhian, o matador colorado. Ídolo maior da década de 90, se despede dos colorados com a promessa de um dia voltar a vestir a camisa vermelha. Porém, antes de cumprir a promessa, assina com o Grêmio, faz gol em GreNal e assume que desde criança era gremista.

O que existe de comum em todos esses casos? É que se pegarmos esses exemplos, vamos perceber que esses jogadores jogam para si mesmos, independentes de qual camisa estão vestindo.

Nada contra o Tinga ser colorado desde criança, mas precisava mandar a torcida do Inter calar a boca depois dos gols? O Roca, precisava, de fato, beijar a camisa do Inter, se na verdade seu espírito era gremista? E o Cristhian, tão amado pelos colorados, iria ficar menos pobre se não passasse pelo tricolor?

A rivalidade que nós torcedores, levamos tão a sério, não passa de um mero detalhe para os jogadores e treinadores. Certa vez, o Cláudio Duarte – um cara sério, disse “eu torço pro time que coloca comida na minha mesa.”

Esse é o espírito: quem colocar mais comida na mesa, ganha o coração deles. Seja o Tinga, Roca, Mário Sérgio, Batista, Cristhian ou Réver.

Hasta!