As notícias de que o Réver está acertado com o Inter despertaram uma certa revolta na torcida tricolor. Teve gente que duvidou da idéia, dizendo “o Réver nunca trairia o Grêmio”.
Será?
Recorrendo à história recente:
GreNal – Gaúchão de 2001 – Tinga, jogando pelo Grêmio faz dois gols e na hora de comorar, corre até a torcida do Inter e os manda calar a boca. Alguns anos depois, assina com o Inter e declara “sempre fui colorado”.
Copa João Havelange 2001 – Rochemback, um jovem promissor se destaca pelo Inter e a cada gol, beija a camisa colorada. Em 2009, assina com o Grêmio e declara “sempre fui gremista”.
Cristhian, o matador colorado. Ídolo maior da década de 90, se despede dos colorados com a promessa de um dia voltar a vestir a camisa vermelha. Porém, antes de cumprir a promessa, assina com o Grêmio, faz gol em GreNal e assume que desde criança era gremista.
O que existe de comum em todos esses casos? É que se pegarmos esses exemplos, vamos perceber que esses jogadores jogam para si mesmos, independentes de qual camisa estão vestindo.
Nada contra o Tinga ser colorado desde criança, mas precisava mandar a torcida do Inter calar a boca depois dos gols? O Roca, precisava, de fato, beijar a camisa do Inter, se na verdade seu espírito era gremista? E o Cristhian, tão amado pelos colorados, iria ficar menos pobre se não passasse pelo tricolor?
A rivalidade que nós torcedores, levamos tão a sério, não passa de um mero detalhe para os jogadores e treinadores. Certa vez, o Cláudio Duarte – um cara sério, disse “eu torço pro time que coloca comida na minha mesa.”
Esse é o espírito: quem colocar mais comida na mesa, ganha o coração deles. Seja o Tinga, Roca, Mário Sérgio, Batista, Cristhian ou Réver.
Hasta!